Desvendando Meu Passado Místico: Confissões de Infância e a Busca por Respostas
Era uma manhã de fevereiro de 1985, e minha avó já me envolvia em uma rotina de catequese e missa aos fins de semana. Naquela época, a minha mente estava começando a se desenvolver, e as histórias que a avó me contava sobre a igreja e os sacramentos começavam a fazer sentido. Ela me contou sobre o meu batismo, um rito que não lembrava, mas que sabia ser importante. "Foi um dia muito feliz", disse ela, "quando você foi apresentado a Deus e recebeu o nome de Derick". Eu não entendia tudo, mas sabia que era algo especial.
O Primeiro Encontro com o Amor
Quando eu cresci um pouco mais, comecei a frequentar a escola, e foi lá que tive a minha primeira paixonite. Era uma menina loira, com olhos azuis, e eu não conseguia tirar os olhos dela. Eu escrevi um bilhetinho para ela, com um coração na primeira página do meu caderno, e fiquei esperando que ela notasse. Era um sentimento estranho, mas ao mesmo tempo, era como se eu tivesse encontrado algo muito especial. A avó ria quando eu contava sobre a minha paixonite, e dizia que eu era muito novo para pensar em coisas assim. Mas eu não conseguia evitar, era como se o meu coração estivesse falando mais alto do que a minha cabeça.A Confusão com o 4º Mandamento
Na catequese, eu aprendi sobre os Dez Mandamentos, e o 4º me causou uma certa confusão. "Honrar pai e mãe" era o que dizia, mas eu não entendia muito bem o que isso significava, já que eu era criado pela minha avó. Eu perguntava à avó sobre isso, e ela me explicava que, no meu caso, honrar a ela era o mesmo que honrar meus pais, pois ela era quem me cuidava e me educava. Eu começava a entender, mas ainda havia uma certa confusão na minha mente. Além disso, a avó me ensinou a orar a "Ave Maria", que eu decorava errado por anos, até que a catequista me corrigiu. "Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco", era o que eu dizia, mas a catequista me explicou que a oração continha muito mais do que aquelas palavras.- Entender o 4º Mandamento como um respeito e amor pelos meus cuidadores, independentemente de quem sejam.
- Rezar a "Ave Maria" corretamente, com atenção e respeito.
- Compreender que a família pode ter muitas formas e estruturas, e que o amor e o respeito são o que realmente importam.
Eu me lembro de quando a avó me contou sobre o meu batismo, e como aquilo me fez sentir especial. Era como se eu tivesse sido escolhido para algo grande, algo que eu ainda não entendia completamente.
A Vizinhança e a Macumba
A avó costumava ouvir o Rádio AM, com programas de novena, e isso se tornou uma trilha sonora constante na nossa casa. Ela também costumava falar sobre as vizinhas, e uma delas, em particular, a preocupava. "Ela anda com gente de macumba", dizia a avó, com um tom de desaprovação. Eu não entendia muito bem o que isso significava, mas sabia que a avó não gostava. Mais tarde, eu iria descobrir que a macumba era uma religião, e que as pessoas tinham o direito de seguir a fé que quisessem. A avó, no entanto, plantou em mim um preconceito que eu iria desconstruir apenas quando crescesse.Eu me lembro de quando a avó me disse que a vizinha andava com gente de macumba, e como isso me fez sentir curioso. Eu não entendia o que era aquilo, mas sabia que a avó não gostava.
A Sensação de Rezar Sozinho
Quando eu comecei a rezar sozinho, sem que a avó ou a catequista me mandassem, foi uma sensação estranha e nova. Era como se eu estivesse conversando com alguém que não estava lá, mas que eu sabia que estava me ouvindo. Eu começava a entender que a oração era uma forma de se conectar com algo maior do que eu mesmo, e que podia ser feita em qualquer lugar e a qualquer hora. A avó me disse que a oração era um momento de intimidade com Deus, e que eu devia sempre rezar com o coração.Eu me lembro de quando comecei a rezar sozinho, e como aquilo me fez sentir mais conectado com algo maior do que eu mesmo. Era como se eu tivesse encontrado um amigo que sempre estaria comigo.Lição do dia: A fé e a espiritualidade são jornadas pessoais, e é importante respeitar e compreender as diferentes crenças e práticas que existem. O amor e o respeito são o que realmente importam, e devem ser cultivados em todas as relações, seja com a família, com os amigos ou com a comunidade.
📖 Diário Mágico — Geração 1 — A Base — Catolicismo — 1985-02-01. Conteúdo ficcional/educativo sobre tradições místicas e religiosas, com fins de reflexão e estudo. Não substitui orientação religiosa, psicológica ou médica profissional.
Comentários
Postar um comentário