Mandamento 6, Ave Maria e a Simpatia da Avó: Confissões de um Diário Místico entre Briga de Bolinha de Gude e Oração Solitária
Capa: avó, rosário e lembranças de fé O sol ainda estava tímido quando o despertador da cozinha começou a chiar, como se fosse a própria voz da avó chamando o dia. O rádio AM, fiel companheiro das manhãs, já cantava a novena de São José, enquanto a fumaça do café ainda se enroscava nos cantos da casa, trazendo o cheiro de pão recém‑torrado. Eu, Derick de Souza, ainda com os joelhos ainda cobertos de poeira de terra de brincadeira, escutava o som das portas batendo na rua, o chilrear dos galos e o murmúrio distante da missa de domingo que se aproximava. A avó, de mãos enrugadas e sorriso sereno, me puxava para a mesa, onde o prato de ovos mexidos ainda ainda fumegava, e, entre um gole de leite e outro, ela começou a me contar, como se fosse hoje, o dia em que eu fui batizado, embora eu não me lembrasse de nada além da água fria que sentia escorrer pelos pés. A disputa pela última figurinha de “O Menino e o Dragão” Era uma tarde quente de julho, e o sol escaldava o asfalto da rua onde ...